domingo, 6 de maio de 2007

Lembre-se de seu nome, Alegria...

Mais lágrimas inusitadas no dia de hoje. Vindas de uns olhos já nem tão novos assim, entretanto sofredores dessa ninfa sem dó chamada Vida. Vida que vem e vai sem perguntar ou pedir licença. Chega e nos toma ou abandona; tira de nossos olhos, repentinamente, a venda que nos protege do mundo. Às vezes cedo, outras nem tanto. Normalmente, a chegada da maturidade vem acompanhada de seus dedos habilidosos e, por mais cego que tenha sido nosso nó, rouba-nos o valioso tapa-olhos e fim... já não somos os mesmos. Você não se difere dos demais. Viu minhas fotos, comentou da alegria que se notava e que hoje se esconde... e eu te disse, viver deixa marcas, para sempre. Cada sim depende de uns 20 nãos. Cada conquista, de outras tantas derrotas. Eu já avisei para a senhora do ônibus:dói... mas é doer ou morrer, inexiste uma terceira alternativa. E nessas dores de ser, jamais se perde a beleza da Vida, em cuja crueldade reside o maior encanto... Em cuja ira habita a maior contemplação. Humanos nunca foram meus objetos de estudo favoritos... Mas não há como deixar de comover-se com esse bofetão de realidade. Cada um se pensa exclusivo em seu descobrir, em seu sofrer... mas ah, humanidade... todos um dia aprendemos: felicidade não existe, viver bem é sonhar.

2 comentários:

Amanda Herrera Massucatto disse...

e constatar não pode sequer ser triste... que sina a nossa.... te quero tudo, bruja mia.

Anônimo disse...

Que alegria, que honra, palavras tão bem escritas sobra um serzinho que sou eu...
lindo lindo lindo lindo...
sem palavras!!!
e olha que além de bruja é escritora!!!!
Te amo, Vera!!!! brigada por tudo!!!!