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terça-feira, 26 de julho de 2011

Um

Porque para contar até o infinito, toda a contagem começa do um... o zero simplesmente não existe, no um cabe o princípio do todo.

Que todo um seja celebrado com toda a pompa do potencial que representa.

Feliz um!

E que se conte do um, para que a conta não termine jamais... Quem começa contando do primeiro, um dia pode encontrar o último...




domingo, 17 de julho de 2011

Semeando flores em Sampa

A cidade da garoa é capaz de permitir-se semanas inteiras de sol e beleza. Nesse ciclo de generosidade urbana, abrem-se caminhos e possibilidades que nos levam das árabias ao Japão, e como diria Drácula, prefiro ir pelo subsolo, sempre. A mágica do metrô ainda funciona, mesmo abarrotada, mesmo apertada, mesmo atrasada... e te permite chegar com a mesma facilidade à Consolação às 7h20, ao Tietê às 15h40, à USP às 18h... Nada faz parar São Paulo e suas metas, sua gente, seu calor grisalho e forte.
Nesse circular infinito cabe cinema, cabe gastronomia, cabe café, cabe cultura literária, cabem sorrisos, cabem perguntas, cabem flores e sementes lisérgicas de alegria.
A cidade é tão grande, e mesmo nesse vai e vem em que é quase impossível não encontrar ninguém, cabe também ser privado e anônimo. E como é incrível esse poder da cidade em que no caos urbano pode perder-se o rosto e virar-se turista do nada... Turista do simples gozo de poder ir e vir e ser todos e não ser ninguém.
Os caminhares meditativos a sós, con uno mismo, acompanhados, em bandos, despetalam as milhares pétalas de girassol desse mundo de opções que é essa Sampa ofegante e apaixonada... E é impressionante como, querendo, basta uma semana de luz-idez para que os chakras da cidade se abram sob nossas mãos e brilhem. Sampa, eu te amo perdidamente; eternamente tua, flor de asfalto, como na poesia de Drummond.

sábado, 2 de julho de 2011

Sorpresa de buen fin de semana

Hay distancias que el cuerpo no controla, entonces el alma las recorre sola...

Si no se ata el cuerpo fuertemente al suelo, sale volando detrás de su consuelo...

Qué hacer pa controlar el alma?

Qué hacer pa conducir el cuerpo?

Mirarse en el espejo y decirse la verdad

Aceptar que el corazón te lleve hacia tu serenidad.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Sentir-se feliz


É impossível fazer uma lista de conselhos de Felicidade, simplesmente porque, como já dito aqui antes, ela não é um estado constante. Como tudo na vida, ela é instável e, por isso mesmo, tão almejada e esperada. A Tristeza, sua antípoda, tem poderes avassaladores; de modo que mesmo não estando vestida em trajes reais e sendo pequenina e simples, a Felicidade é objeto de adoração. O ideal de Felicidade também é difícil de medir, porque ela só nos satisfaz se for do tamanho de que precisávamos naquele dia, e só é completa se vem de nossos passos, nossas decisões.
A Felicidade é tão humilde e singela, que pode caber em uma garrafa de água. A Felicidade é honesta, então também cabe em uma conversa, se ela for franca. Ela cabe em um dia inteiro e em uma hora apressada. Ela é flexível e generosa e muda uma fração de nossa vida com sua energia revigorante que nos imprime mil idéias de mudanças e atitudes louváveis.
Eu sei a minha fórmula de Felicidade, e ela cabe em um período de 24h se eu consigo fazer algumas coisas de que gosto e estar com quem me faz bem...
Depois de um jantar agitado e uma noite de sono bom, percorrer mesas repletas de chocolates e provar um de cada, sentar-se dentro da biblioteca favorita e ler coisas inteligentes por ser - graças a Deus- capaz de entendê-las, agitar as papilas gustativas com uma borbulhante água com gás e não querer mais nada além do que já se tem na cafeteria badalada, sonhar-se dona da chocolateria Maya, aquela, do filme Chocolate... Crer-se capaz de chegar lá e ter um quê e um quem que promovem sorrisos... É tão simples, e me faz feliz.
E o gosto de minha felicidade caberia na metáfora de uma receita, que traz o Amargo da obviedade da Vida adoçado pela Felicidade e temperado com Loucura e Cegueira, as guias do Amor.
Permita-se uma caneca de água bem quente, deixe cair nela uma colher de sopa de café solúvel, Amargo... Em seguida, coloque dois dedos de leite. Acrescente 45g de chocolate branco e 45g de chocolate ao leite, Felicidade... e meia dose de aguardente, Loucura e Cegueira... E se não tiver gosto de Felicidade e Amor, vai provocar um efeito parecido em seu corpo ;) E depois me diga se isso não te deixa feliz nesse friozinho...

(Foto: cena do filme Chocolate)

quarta-feira, 2 de março de 2011

Cozinha no DNA



A cozinha é a parte da casa onde eu passaria minha vida sem pestanejar. Cresci nela.

Encontrei nela felicidade gratuita e cura para a tristeza. Esta última claro que se reflete claramente em minha forma física, mas o amor pela cozinha não deixa isso ser um problema...

Claro que a maioria das pessoas conhece o poder da cozinha pelas mãos da própria mãe, e no meu caso não seria diferente, mas o que regia maravilhosamente as mãos de dona Marie, minha encantadora e enérgica progenitora, na minha história pessoal nascera nas mãos de outra Vera, minha bisavó por parte de avô materno. Em matéria de Vera somos três, ela, minha mãe na pia batismal e eu também em registro oficial... Vai que reside aí o encanto... na fé do nome...

Minha mãe pisou cedo na cozinha, quase à força, um dia em que após encantar a todos com sua capacidade culinária, minha bisavó, que ajudava nas tarefas domésticas, simplesmente se esqueceu de como se fazia para cozinhar, e a idade que afeta a clareza das idéias, interferiu também na coerência da comida.

As lembranças infantis de uma pessoa não coincidem com as histórias que escuta, e meus “recuerdos” de panela remontam a uma época que regida por tristeza, acabou sendo uma das mais felizes de minha vida. Com a separação de meus pais, eu em tenra idade, fui levada a morar com meus avós maternos e a ser exposta a uma cozinha que eu também usava para os fins mais variados... Alguém deve se lembrar de que eu achava justo alimentar as tartarugas que a tia Anita me deu com minhocas, em cima da mesa da cozinha... Minha primeira experiência como mestre-cuca... :p Dessa época eu me lembro das primeiras aulas práticas de cozinha. Havia quatro cheiros que me enlouqueciam e eu aprendi seus nomes: manteiga, farinha de rosca, banha de porco e torresminho. Naquela época as pessoas ainda não se preocupavam com o colesterol e viviam mais, nunca entendi esse paradoxo... A manteiga e a farinha de rosca davam sabor a legumes cozidos, que vez ou outra recebiam uma chuvinha brilhante de torresminhos crocantes – que fique claro que os torresminhos ficavam em um lugar bem alto para eu não poder roubar! Assim como os doces de festa sobre o armário do quarto do meio. A banha de porco fritava todo o resto e, obviamente, dava um sabor fantástico à comida.

Foi nesse período também que eu aprendi na prática que se queremos dar uma festa maravilhosa, a dona da casa deve ser uma anfitriã de verdade e ficar três dias na cozinha e no dia da festa fazer ouvidos moucos para todos os elogios que recebe depois. Não importa se a festa é para 10 ou para 100, não se comprava comida fora. Essa era a Baba Gabi, que hoje já não tem olhos que lhe permitam ver o fogão, mas tem a experiência que a faz reger nossas mãos sobre as panelas. Apesar de meu avô não colocar muito a mão na cozinha, colocava a voz e dava pitaco até não mais poder, era ele que punha pimenta na comida!

Do outro lado, estavam algumas receitas diferentes que minha mãe trouxera para a casa, porque meu pai também tinha voz na cozinha. Ele queria comer o que provara pelas mãos da vó Carol- minha avó, mãe dele. Essa cozinha não me deixou muitas lembranças, exceto a rabanada, que aprendi a fazer antes de meus 9 anos e nunca mais esqueci, mas que hoje não me atrevo a fazer porque minha amiga Carina faz muito melhor que eu, e se bobear, compete em pé de igualdade com a vó Carol! O que ficou da avó Carol talvez tenha sido meu paladar italiano. Quando eu fazia porpeta e macarronada minha mãe me olhava espantada, dizia que era igual à da vó!Ela dizia que eu tinha a postura de minha avó na cozinha... Fazia bagunça igual também, rs Eu fui descobrir depois dos 26 que era fato o que diziam sobre minha semelhança com essa avó: até nos gatos nossa paixão é a mesma, fisicamente, nem te conto!

Minha mãe guardava receita de tudo e cozinhava de tudo. Quando se casou novamente, parecia que tinha virado minha Baba Gabi: festas e festas com comida feita em casa. Passava o dia na cozinha e eu ao lado tentando ser útil naquele mundo mágico e cheiroso. Até uma receita super útil de pão francês com queijo e geléia ao forno eu inventei aos 11... Minha mãe soube enxergar minha vontade e reconhecer sua impaciência para ensinar-me e a solução foi freqüentarmos juntas cursos de culinária. Cheguei a ir sozinha e a aprender a fazer um pastelão de berinjela divino, que quando reproduzi em casa me embriagou com seu cheiro e me fez ter nojo de berinjela até as próximas encarnações... Nessa brincadeira fiz cursos de chocolate com ela e me diverti muito... E toda a família aproveitou as prendas comestíveis dessa época.

Por mais que eu cave na memória, minhas lembranças correm em volta da cozinha e do jardim. Tudo de belo que me cerca nas lembranças envolve bicho, planta e comida.

Hoje eu tento reproduzir para minha filha e criar para ela memórias semelhantes, e mesmo sendo meio triste às vezes, é na cozinha que mato meus problemas e vivencio o luto mais doloroso de minha vida.

O destino prega peças, e quis que meu por um tempo escolhesse por companheiro um chef, que é para eu nunca mais sair de perto de um fogão. Agora está me ajudando a achar novos rumos para minha vida e conduzindo-me a cursos e mais cursos maravilhosos. E apesar de já ter feito vários deles, o que marcou de verdade foi o de chocolates de Simone Izumi. Fez-me voltar àqueles dias lindos de alegria inocente aos 13 anos de idade em que eu vigiava alucinada as forminhas de chocolate maternais que fariam a beleza da mesa de Páscoa. E fez voltar o cheiro de condimentos e especiarias que aromatizava as mãos de minha mãe.

Na infância perdi meu pai, no princípio da adolescência a vó Carol e mais recentemente, quando estava aprendendo as delícias de ser avó, minha mãe também foi silenciada na

terra. Ela não teve tempo de ser a avó que eu tive, mas deixou-me todos os instrumentos para eu ensinar os caminhos para minha filha. O curso de chocolates a trouxe de volta a meus ouvidos mais tagarela do que nunca e, apesar de eu nunca mais poder ter o cheiro de suas mãos segurando meu rosto para consolar-me, agora tenho sua voz no fogão e na nova identidade de meu blog. Eu renasci nos sonhos que eram dela e o Cocina de Bruja acaba de ter sua identidade definida. Quem quiser saber, vai ter que acompanhar.

Mãe, te amo... ainda não achei um chocolate que faça passar essa saudade, mas essa é minha nova missão. Inha.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O rabo do porquinho


Não curto a versão blog meu querido diário naquele esquema de rolou-escrevi. Entretanto, o cérebro prega umas peças que merecem registro, porque lembramos de coisas de formas inusitadas e da mesma forma voltamos a esquecer.
Em outra época eu teria tirado o telefone do gancho e ligado para minha excelentíssima progenitora, mas diante desta impossibilidade e segura de ela ter testemunhado a cena sozinha, redijo.
Ao cumprir o impagável ritual de tirar minha cria da cama, encontrei enrolado no cobertorzinho um porquinho feito de meia, presente politicamente correto e lindo de Natal. (Viva a tia Gui!)
Entreguei-o a dona, que virou-o e comentou que o bicho não tinha rabo, era fato... E num flash nonsense veio-me à mente um rabo de porco, rosa, lindo, firme, que nunca estivera ou estaria em uma feijoada. Um rabinho de porco macio que eu adorava ficar mexendo, porque me surpreendia a forma como fora feito; um rabinho de feltro. Na sequência veio o porco todo... Olhos amendoados, corpo de tecido florido, orelhinhas dobradas... O porco mais lindo do mundo, que tinha uma amiga coruja. Dormiam em uma cama de colcha colorida, junto com vários outros bichos de pano e um almofadão que o próprio Papai Noel entregou em um vôo por Cotia que era a cara do bom velhinho executada pelas mesmas mão habilidosas.
E forçando mais, era um zoológico inteiro, ratinhos, coelhos, e também havia roupas, calças com estrelas, vestidos envelope, blusas bordadas e coletes... Uma infinidade de peças saídas da mesma máquina mágica e das mesmas mãos enrugadas e cheirosas, sempre cheirosas.
Cheiro de creme Nívea.
Num piscar de olhos, como outrora, tenho um insight de que aquele rabinho de porco era uma varinha de condão de memórias.

domingo, 9 de maio de 2010

Ciclo

Em um princípio, por conta da data de hoje e a perda recente, alguns referenciais e a busca de motivos para comemorar ficaram desnorteados...

Idéias desconexas pela cabeça e a vontade de encontrar a foto perfeita, que não fosse pessoal, geraram um interminável passeio por google e blogs alheios.

Textos variados ressaltavam a importância de ser uma mãe má, que preenche a casa com valores rigorosos e cria filhos nobres e virtuosos. Ou mães carinhosas que deixam uma imagem doce e suave em sua prole... Mães há de todos os tipos e gostos.

A foto seria outra, o texto também, mas a saída precoce da cama fez uma pequena cria perceber que dormia sozinha nesta manhã de domingo e desencadeou um choro tão sofrido como o de minha perda.

De volta ao quarto o pedido "mamãe, deita" foi seguido de "mão", e aquela mãozinha sonolenta agarrou com firmeza a que lhe era oferecida, aconchegou-se e dormiu.

A cena trouxe de um passado remotíssimo o primeiro poema de Dia das Mães recitado no colégio em frente a todas as mães, que dizia que em uma etapa a mamãe segura a mão de seu rebento, logo ele cresce e caminha a seu lado, seguro, para então dar a mão para a mamãe caminhar.

A mãe que conheço estava começando a precisar dessa mão de apoio quando decidiu tomar outro rumo para voltar a andar sozinha e com força, e nessa, voou. Ficou a cria-mãe sozinha,pensando não ter ao lado de quem caminhar, a quem apoiar... E segura de seus pensamentos, esta manhã tomou um chacoalhão e foi lembrada de que por menor que seja a separação, estar sem sua estrela guia dói, a todos.

De volta ao leito, mãos dadas com uma mão menorzinha e quente, fica a dúvida sobre quem estava amparado quem.

domingo, 2 de maio de 2010

Depois de um longo e tenebroso inverno...ouvir estrelas.


O poema, já nem lembro de quem, talvez Guimaraes, diz muito de tudo que agora vem... "o pranto jorrou-me em ondas, resistir, quem há de?" Tudo por voltar ao lar paterno e ter as mãos tomadas pelo fantasma do amor materno. Lar paterno é um referencial perdido quando "minha vida é andar, por esse país...", mas sempre que há aquele cantinho onde respira o aconchego, o colo de quem nos traz ao mundo, e sempre é um abraço necessário a cada instante.
Materialmente falando, esse abraço se perdeu. Ficaram o calor, o amor, a admiração, o modelo. Ficaram coisas nada palpáveis do muito da história de cada um. Ficou uma saudade sem precedentes. Ficou uma dor de querer questionar a sabedoria divina e a vontade de duvidar do que é ser divino e sábio. Ficou o egoísmo humano de ocupar-se de sua própria dor e não pensar no alívio do outro. Essa dor maldita que se nutre de auto-piedade e falta de humildade para resignar-se e calar.
Não há volta. Ser concebido é ganhar, sem pedir, uma passagem só de ida, e são várias idas, e na verdade nunca se sabe qual é a ida definitiva e de qual se tem mais medo ao longo do percurso. Todo passo novo assusta, tanto quem vai como quem fica, o problema de quem fica é ter que esperar sua vez sem poder ver o que há lá adiante. Ansiedade, temor, saudade.
A solidão de ter tanto pra dizer e já não ter os ouvidos mais preciosos do modo como se deseja, e precisar crer em algo para conseguir sobreviver mais um dia em paz, envolta em algo que parece loucura, só para saciar essas ganas de falar, e contar e dividir com a pessoa certa. Onde está a pessoa certa para isso?
Existe uma para cada um, existe só um ombro certo para cada um. Só um abraço funcional. Só uma conselheira que merece total atenção. E quando a jornada dela se finaliza, fecha-se um mundo pessoal em silêncio, simplesmente porque mais ninguém no mundo merece ouvir o que só ela podia ouvir e entender. E na sandice de Bilac agora me abrigo, porque o que resta agora é alimentar-me desse amor incondicional e ouvir estrelas, "porque só quem ama tem ouvido capaz de ouvir e de entender estrelas."

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Palpitações...


No siempre la vida es suficientemente atractiva como para hacernos levantar de la cama con una sonrisa vestida en el rostro. Tampoco es previsible a punto de permitirnos saber si tendremos un día en el Infierno o en la cumbre de los Alpes... Y como si no bastara el peso de estar vivo, uno tiene que trabajar para mantenerse ahí! Y trabajar también es algo que se permite cuestionar. Cada día un nuevo desafío, a veces no tan positivo como esperábamos ni tan fácil como nos gustaría en aquel momento. Mantenerse motivado, si no es de la naturaleza misma de uno, es casi imposible solo.
Por suerte, a cada rato, aparecen estrellas en nuestro camino y nos prueban que todo vale la pena, estar vivo, trabajar en lo que nos gusta y seguir creyendo que la gente sí, es capaz de sorprendernos lindamente!
No tengo palabras para agradecer a estas estrellas que me alumbraron un fin de semana de esos para mostrarme que estoy en el camino correcto y que vale muchísimo la pena abrir espacio para la fe en las personas.
Gracias chicos por esa lección de motivación. Ustedes me hicieron sentir valorado cada minuto de las mañanas que les dedico todas las semanas.
Gracias, gracias, gracias, y felicitaciones por el lindo trabajo en equipo. Seguro no lo habrán visto, pero sí, me emocioné al escribirles eso...
Y ya que ha sido un lindo trabajo, queda la receta de NUESTRO guacamole, que alimentó a más de 20 personas y a una mamá muy especial sin la cual él no sería posible;)
2 aguacates- 6 tomates- 4 cebollas- 2 dientes de ajo- zumo de 3 limones- cilantro- sal- aceite (los tres últimos sin medida, van de acuerdo con la preferencia de cada uno)
Transformar los aguacates en crema usando un tenedor, nada de licuadora!! Mezclar el zumo del limón y los tomates, las cebollas y el ajo bien picaditos! Después, condimentar con los demás ingredientes dejando con el sabor y la consistencia que quieran.
Recuerden que hemos servido com dos tipos diferentes de Doritos y tostadas de pan árabe.
Ponerle pimienta queda a criterio de cada uno. Lo ideal es dejar pimienta picada al lado o salsa picante para que la gente se sirva sola, porque existe mucha gente alérgica a pimienta roja.
PROVECHO!

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

¿Día de qué??

Todos juntos, la mesa llena, la casa llena. Algunos a veces no saben por qué han sido convidados, otros están en sintonía perfecta con el evento.
A algunos les parece más normal celebrarlo meditando en el cementerio o en casa, repasando lo que ha sido vivido. A otros les suena mejor hacerlo con calaveras de azúcar y mucha fiesta. ¿Y por qué no con zapallo, frutas y vino?¿Qué tal disfraces, niños y dulces?
La fecha que se acerca es la pruba máxima de que no pasa nada si juntamos en la misma mesa a personas de creencias diferentes. Todas están allá, conscientes o no, por la misma razón, por el mismo homenaje. Triste sería no hacerlo...
No se festeja a la Muerte, sino al recuerdo. Hay que festejarlo simplemente porque todavía estamos acá, y si no fuera por nuestra existencia, los ya idos estarían totalmente borrados. No se borra a la Vida, y menos si ya se ha terminado. La Vida hay que celebrarla, siempre. Ya basta con que sea dura, no nos hace falta convertirla en seria. Como me ha enseñado mi amigo Benja, no la tomemos tan en serio, que al final no saldremos vivos de ella...
Muerte real sería ponerlo todo de lado. Dejar a los muertos enterrados, la cultura apagada, a los amigos sin fiesta.
Ya basta saber que de todo eso un poquito se pierde... Los muertos están dormidos, los amigos están distantes, la cultura debilitada...

Calavera a las calaveras
La huesuda brinca contenta finalmente lo ha conseguido han muerto las calaveras y la tradición quedó en el olvido.
Las calaveras murieron no es difícil de entenderse murieron de tristeza nadie las quería componer.
De Baja California a Yucatánse escucha el llanto del velorio y es que papel y palabras penan ya en el purgatorio.
Ya nadie las quería leer decían que eran cosas de viejitos flacas lágrimas de tinta rodaban por sus ojitos.
Es trágica la muerte de esta tradición culpa de todos los mexicanosa los que olvidados en el panteón calaveras y diablitos les trinchan el corazón.
La muerte viene de manita sudada a su lado trae un monstruo gringo entre halloween y pizza helada
las calaveras al hoyo se echan un brinco.
La muerte presurosa no para de trabajar los restos de las calaveras no son fáciles de arrastrar"a estos versos ojerosos me los llevo a la tumba para comer tamalitos y bailarnos una rumba"
"Ay pelona desgraciada, cruel será tu penitencia maldecía una calavera, de la que la muerte no tuvo clemencia.La última de las calaveras gritaba con dolor"¡Ay canija! ¡ Ya me llevas! Pero con harto Amor.
La muerte contenta, de la calidad del cargamento Baila, patina, canta y da saltos de contento"para esta bola de calaveras, muy cruel será el tormento"al hoyo fueron todas, ingeniosas o sin talento el epitafio así lo dice: "Yace aquí del ingenio un buen invento"
T.A.A.

Un Finados de Paz
Un Halloween lleno de dulces
Un Día de Muertos de mucha fiesta
Un Samhain de Luz
Para todos.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Basta ser. O resto é conflito.

A liberdade do ser humano reside em sua paz, não em sua felicidade. Estar em paz é resignar-se ao fato de que a felicidade não existe como um fim; talvez exista como parte. A paz vem do saber-se insaciável e reconhecer que a felicidade não existe plena, uma vez que sua busca pressupõe sofrimento. Felicidade e sofrimento são faces de uma mesma moeda, é necessário dar-lhes igual valor e atenção. Sem um, a outra ficaria desprovida de significado; mas a questão em si não é o maniqueísmo, e sim sua extinção.
Do adestramento da mente maniqueísta nasce a paz de espírito.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Amélia é que era mulher de verdade...

Faxinas... A começar pelo blog. Ainda falta um pouco para deixá-lo ecologicamente viável. Talvez falte, mais que nada, paciência para fazê-lo e testar as cores que podem ficar razoáveis se lidas sobre um fundo negro. Por enquanto fica assim, acinzentado. Que tem menos a ver com humor e mais com a vontade de economizar um pouco de energia.
Amélia ficaria orgulhosa... A casa passa por limpezas, as agendas passam por limpezas, as listas infinitas de contatos infinitamente inúteis passam por limpezas, o espírito passa por limpezas.O processo é divertido. Praticar o desapego obriga a uma revisão de antigüidades que por não trazer nenhum tipo de nostalgia, trazem horas de risadas sobre o próprio passado. E toneladas de perguntas. Por que certas coisas passaram anos guardadas exatamente como estavam da primeira vez que foram postas ali? Sorte que esse processo não se repete com os sentimentos... Eles não se guardam. Por excesso de esquecimento somem e quando buscados por mera xeretice, nem estão mais lá... Como se um imenso Nada tivesse milagrosamente saído vitorioso e gerado uma história com fim! A vida muda, os objetivos mudam. O pano de pó joga tudo no chão enquanto a vassoura e a pá liqüidam tudo aquilo que não tem mais razão de ser.
Aliás, a única coisa que tem razão de ser é a própria existência e a vontade de fazê-la seguir, sempre.
Gracias, todos los días, gracias.

domingo, 3 de junho de 2007

Mistérios da vida vividos.


Existe algo inexplicável: uma rolha de vinho importado entalada com toda a força de sua miserável existência.



Existem duas coisas inenarráveis: primeiro, tudo que se pode fazer para tirá-la de lá;

segundo, tudo o que acontece depois.


Você passou por isso; sabe exatamente do que estou falando.

domingo, 6 de maio de 2007

Lembre-se de seu nome, Alegria...

Mais lágrimas inusitadas no dia de hoje. Vindas de uns olhos já nem tão novos assim, entretanto sofredores dessa ninfa sem dó chamada Vida. Vida que vem e vai sem perguntar ou pedir licença. Chega e nos toma ou abandona; tira de nossos olhos, repentinamente, a venda que nos protege do mundo. Às vezes cedo, outras nem tanto. Normalmente, a chegada da maturidade vem acompanhada de seus dedos habilidosos e, por mais cego que tenha sido nosso nó, rouba-nos o valioso tapa-olhos e fim... já não somos os mesmos. Você não se difere dos demais. Viu minhas fotos, comentou da alegria que se notava e que hoje se esconde... e eu te disse, viver deixa marcas, para sempre. Cada sim depende de uns 20 nãos. Cada conquista, de outras tantas derrotas. Eu já avisei para a senhora do ônibus:dói... mas é doer ou morrer, inexiste uma terceira alternativa. E nessas dores de ser, jamais se perde a beleza da Vida, em cuja crueldade reside o maior encanto... Em cuja ira habita a maior contemplação. Humanos nunca foram meus objetos de estudo favoritos... Mas não há como deixar de comover-se com esse bofetão de realidade. Cada um se pensa exclusivo em seu descobrir, em seu sofrer... mas ah, humanidade... todos um dia aprendemos: felicidade não existe, viver bem é sonhar.

sábado, 5 de maio de 2007

Que verdade você vê?

Uma vez, um gênio chamado Antoine de Saint-Exupéry vestiu a máscara de um pequeno príncipe. Conheceu uma raposa que lhe ensinou o segredo mais valioso de uma vida:
"Só se vê bem com o coração, o que é importante é invisível para os olhos".
Tente enxergar a verdade e depois diga: ela saiu como é ou como você esperava que fosse?
Sempre vemos o que queremos, mas nem sempre queremos o que vemos.
12/02/95