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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Sentir-se feliz


É impossível fazer uma lista de conselhos de Felicidade, simplesmente porque, como já dito aqui antes, ela não é um estado constante. Como tudo na vida, ela é instável e, por isso mesmo, tão almejada e esperada. A Tristeza, sua antípoda, tem poderes avassaladores; de modo que mesmo não estando vestida em trajes reais e sendo pequenina e simples, a Felicidade é objeto de adoração. O ideal de Felicidade também é difícil de medir, porque ela só nos satisfaz se for do tamanho de que precisávamos naquele dia, e só é completa se vem de nossos passos, nossas decisões.
A Felicidade é tão humilde e singela, que pode caber em uma garrafa de água. A Felicidade é honesta, então também cabe em uma conversa, se ela for franca. Ela cabe em um dia inteiro e em uma hora apressada. Ela é flexível e generosa e muda uma fração de nossa vida com sua energia revigorante que nos imprime mil idéias de mudanças e atitudes louváveis.
Eu sei a minha fórmula de Felicidade, e ela cabe em um período de 24h se eu consigo fazer algumas coisas de que gosto e estar com quem me faz bem...
Depois de um jantar agitado e uma noite de sono bom, percorrer mesas repletas de chocolates e provar um de cada, sentar-se dentro da biblioteca favorita e ler coisas inteligentes por ser - graças a Deus- capaz de entendê-las, agitar as papilas gustativas com uma borbulhante água com gás e não querer mais nada além do que já se tem na cafeteria badalada, sonhar-se dona da chocolateria Maya, aquela, do filme Chocolate... Crer-se capaz de chegar lá e ter um quê e um quem que promovem sorrisos... É tão simples, e me faz feliz.
E o gosto de minha felicidade caberia na metáfora de uma receita, que traz o Amargo da obviedade da Vida adoçado pela Felicidade e temperado com Loucura e Cegueira, as guias do Amor.
Permita-se uma caneca de água bem quente, deixe cair nela uma colher de sopa de café solúvel, Amargo... Em seguida, coloque dois dedos de leite. Acrescente 45g de chocolate branco e 45g de chocolate ao leite, Felicidade... e meia dose de aguardente, Loucura e Cegueira... E se não tiver gosto de Felicidade e Amor, vai provocar um efeito parecido em seu corpo ;) E depois me diga se isso não te deixa feliz nesse friozinho...

(Foto: cena do filme Chocolate)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O rabo do porquinho


Não curto a versão blog meu querido diário naquele esquema de rolou-escrevi. Entretanto, o cérebro prega umas peças que merecem registro, porque lembramos de coisas de formas inusitadas e da mesma forma voltamos a esquecer.
Em outra época eu teria tirado o telefone do gancho e ligado para minha excelentíssima progenitora, mas diante desta impossibilidade e segura de ela ter testemunhado a cena sozinha, redijo.
Ao cumprir o impagável ritual de tirar minha cria da cama, encontrei enrolado no cobertorzinho um porquinho feito de meia, presente politicamente correto e lindo de Natal. (Viva a tia Gui!)
Entreguei-o a dona, que virou-o e comentou que o bicho não tinha rabo, era fato... E num flash nonsense veio-me à mente um rabo de porco, rosa, lindo, firme, que nunca estivera ou estaria em uma feijoada. Um rabinho de porco macio que eu adorava ficar mexendo, porque me surpreendia a forma como fora feito; um rabinho de feltro. Na sequência veio o porco todo... Olhos amendoados, corpo de tecido florido, orelhinhas dobradas... O porco mais lindo do mundo, que tinha uma amiga coruja. Dormiam em uma cama de colcha colorida, junto com vários outros bichos de pano e um almofadão que o próprio Papai Noel entregou em um vôo por Cotia que era a cara do bom velhinho executada pelas mesmas mão habilidosas.
E forçando mais, era um zoológico inteiro, ratinhos, coelhos, e também havia roupas, calças com estrelas, vestidos envelope, blusas bordadas e coletes... Uma infinidade de peças saídas da mesma máquina mágica e das mesmas mãos enrugadas e cheirosas, sempre cheirosas.
Cheiro de creme Nívea.
Num piscar de olhos, como outrora, tenho um insight de que aquele rabinho de porco era uma varinha de condão de memórias.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Palpitações...


No siempre la vida es suficientemente atractiva como para hacernos levantar de la cama con una sonrisa vestida en el rostro. Tampoco es previsible a punto de permitirnos saber si tendremos un día en el Infierno o en la cumbre de los Alpes... Y como si no bastara el peso de estar vivo, uno tiene que trabajar para mantenerse ahí! Y trabajar también es algo que se permite cuestionar. Cada día un nuevo desafío, a veces no tan positivo como esperábamos ni tan fácil como nos gustaría en aquel momento. Mantenerse motivado, si no es de la naturaleza misma de uno, es casi imposible solo.
Por suerte, a cada rato, aparecen estrellas en nuestro camino y nos prueban que todo vale la pena, estar vivo, trabajar en lo que nos gusta y seguir creyendo que la gente sí, es capaz de sorprendernos lindamente!
No tengo palabras para agradecer a estas estrellas que me alumbraron un fin de semana de esos para mostrarme que estoy en el camino correcto y que vale muchísimo la pena abrir espacio para la fe en las personas.
Gracias chicos por esa lección de motivación. Ustedes me hicieron sentir valorado cada minuto de las mañanas que les dedico todas las semanas.
Gracias, gracias, gracias, y felicitaciones por el lindo trabajo en equipo. Seguro no lo habrán visto, pero sí, me emocioné al escribirles eso...
Y ya que ha sido un lindo trabajo, queda la receta de NUESTRO guacamole, que alimentó a más de 20 personas y a una mamá muy especial sin la cual él no sería posible;)
2 aguacates- 6 tomates- 4 cebollas- 2 dientes de ajo- zumo de 3 limones- cilantro- sal- aceite (los tres últimos sin medida, van de acuerdo con la preferencia de cada uno)
Transformar los aguacates en crema usando un tenedor, nada de licuadora!! Mezclar el zumo del limón y los tomates, las cebollas y el ajo bien picaditos! Después, condimentar con los demás ingredientes dejando con el sabor y la consistencia que quieran.
Recuerden que hemos servido com dos tipos diferentes de Doritos y tostadas de pan árabe.
Ponerle pimienta queda a criterio de cada uno. Lo ideal es dejar pimienta picada al lado o salsa picante para que la gente se sirva sola, porque existe mucha gente alérgica a pimienta roja.
PROVECHO!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Abriendo la cocina!


Após alguns meses de silêncio necessário, o retorno! Há certos universalismos óbvios, e daí o calar... Quem passou pela experiência por gosto, sabe de sua beleza; quem optou por não vivê-la, jamais entenderá. A maternidade tem sutilezas mágicas... e não, não há verbalização suficientemente fiel para retratá-las. Emudeço essa maternidade em meu exclusivo sentir e, tendo fechado a público virtual o fruto de meu ventre físico e espiritual, abro a quem quiser, finalmente, este útero místico e simbólico chamado caldeirão!!!

Está aberta a cozinha, com o intuito de provar que ela é generosa e acessível a todos dispostos a conhecê-la. Este não será um livro de receitas mas, de tempos em tempos, a panela se destampará e revelará aquilo que passa longe de ser um mistério. Para provar que não há segredos, o ínicio se dará por algo que, por tabu pessoal e infundado, demorou décadas para ser feito por estas mãos: um bolo que não seja de caixinha!

Avisos...

#este bolo tem cara de sopa quando vai pra forma.... não parece, mas ele vai endurecer

#um creme se forma do meio pra cima, é normal, significa que deu certo

#espere esfriar bem para deseformar, do contrário ele desaba

#use uma forma média, para ele ter boa altura e formar direitinho o creme. Ele tende a baixar, em forma muito longa, vira panqueca


Com essa primavera geladinha, faça um chazinho, um café de bule e provecho! Coma seu BOLO DE FUBÁ CREMOSO!


1 xic de fubá
1 cl sopa de farinha de trigo
1 cl sobremesa de fermento em pó
4 xic de leite
1 xic de coco ralado
1 xic de queijo ralado
2 xic de açúcar
1 xic de óleo
3 ovos
1 pitada de sal
1 cl chá de noz moscada


Bata todos os ingredientes no liquidificador, ponha em forma untada e enfarinhada e leve ao forno pré-aquecido a 180oC. Está pronto ao dourar ou quando ao se enfiar um palito, este saia seco.