Nesse circular infinito cabe cinema, cabe gastronomia, cabe café, cabe cultura literária, cabem sorrisos, cabem perguntas, cabem flores e sementes lisérgicas de alegria.
A cidade é tão grande, e mesmo nesse vai e vem em que é quase impossível não encontrar ninguém, cabe também ser privado e anônimo. E como é incrível esse poder da cidade em que no caos urbano pode perder-se o rosto e virar-se turista do nada... Turista do simples gozo de poder ir e vir e ser todos e não ser ninguém.
Os caminhares meditativos a sós, con uno mismo, acompanhados, em bandos, despetalam as milhares pétalas de girassol desse mundo de opções que é essa Sampa ofegante e apaixonada... E é impressionante como, querendo, basta uma semana de luz-idez para que os chakras da cidade se abram sob nossas mãos e brilhem. Sampa, eu te amo perdidamente; eternamente tua, flor de asfalto, como na poesia de Drummond.