Em um princípio, por conta da data de hoje e a perda recente, alguns referenciais e a busca de motivos para comemorar ficaram desnorteados...Idéias desconexas pela cabeça e a vontade de encontrar a foto perfeita, que não fosse pessoal, geraram um interminável passeio por google e blogs alheios.
Textos variados ressaltavam a importância de ser uma mãe má, que preenche a casa com valores rigorosos e cria filhos nobres e virtuosos. Ou mães carinhosas que deixam uma imagem doce e suave em sua prole... Mães há de todos os tipos e gostos.
A foto seria outra, o texto também, mas a saída precoce da cama fez uma pequena cria perceber que dormia sozinha nesta manhã de domingo e desencadeou um choro tão sofrido como o de minha perda.
De volta ao quarto o pedido "mamãe, deita" foi seguido de "mão", e aquela mãozinha sonolenta agarrou com firmeza a que lhe era oferecida, aconchegou-se e dormiu.
A cena trouxe de um passado remotíssimo o primeiro poema de Dia das Mães recitado no colégio em frente a todas as mães, que dizia que em uma etapa a mamãe segura a mão de seu rebento, logo ele cresce e caminha a seu lado, seguro, para então dar a mão para a mamãe caminhar.
A mãe que conheço estava começando a precisar dessa mão de apoio quando decidiu tomar outro rumo para voltar a andar sozinha e com força, e nessa, voou. Ficou a cria-mãe sozinha,pensando não ter ao lado de quem caminhar, a quem apoiar... E segura de seus pensamentos, esta manhã tomou um chacoalhão e foi lembrada de que por menor que seja a separação, estar sem sua estrela guia dói, a todos.
De volta ao leito, mãos dadas com uma mão menorzinha e quente, fica a dúvida sobre quem estava amparado quem.
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